5 indicadores de que você tem urticária e não uma alergia

Estima-se que cerca de 20% da população mundial já tenha sofrido com a urticária em algum momento da vida

Apesar de terem semelhanças, urticária crônica e alergia são doenças diferentes. Algumas alergias podem desencadear urticas, que são lesões avermelhadas e elevadas na pele, as quais causam coceira intensa, e também causar inchaços deformantes no corpo, conhecidos como angioedemas. As urticas podem variar em tamanho e podem chegar ao ponto de formarem placas ou vergões. As alergias são causadas por uma reação exagerada de nosso sistema imunológico a substâncias externas – normalmente inofensivas – que ingerimos ou tiveram contato com nossa pele. A urticária crônica espontânea também apresenta urticas, coceira e angiodema, mas, ao contrário das alergias, não é causada por algum fator externo que tenha tido contato com nosso corpo – seja por ingestão ou contato com a pele. A urticária crônica espontânea está associada à autoimunidade, situação em que nosso corpo reage contra si próprio, não a algum fator externo. A confusão entre urticária crônica espontânea e alergia de pele, por exemplo, pode ocorrer porque ambas apresentam os mesmos sinais e sintomas.

“A urticária é uma doença com grande impacto na qualidade de vida dos pacientes. Embora o diagnóstico não seja difícil, a maior parte dos pacientes demoram alguns meses e passam por diversos médicos até receberem um diagnóstico correto. Durante este período, é comum o paciente se sentir perdido, sem muitas vezes ter a quem recorrer. É importante as pessoas terem consciência de que a urticária pode não ser um problema momentâneo e que precisam buscar um tratamento de longo prazo com um especialista”, esclarece Dr. Luis Felipe Ensina, alergista e imunologista diretor da Associação Brasileira de Alergia e Imunopatologia, e um dos autores do Consenso Internacional de Urticária.

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No Brasil, milhares de pessoas podem estar com a doença e muitas vezes não conseguem obter um diagnóstico correto, que é o primeiro passo para buscar o melhor tratamento. Sintomas como lesões avermelhadas na pele, coceira com ou sem inchaço que não passam mesmo após 6 seis semanas, sem um fator externo desencadeante são indícios de que a urticária pode ser crônica espontânea. Hoje, 93% dos pacientes com urticária crônica espontânea já podem obter o controle da doença, possuindo, assim, alternativas eficazes para viver com qualidade de vida.


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Veja alguns sinais que podem indicar que você está com urticária crônica espontânea e não uma alergia:

1. Não consegue descobrir a causa de seus sintomas alérgicos recorrentes. Quando se está nessa situação, é importante conversar com um médico especialista para confirmar qual é a sua doença, pois a urticária crônica espontânea não é causada por fatores externos. Você pode receber um diagnóstico melhor e se beneficiar dos tratamentos disponíveis para controlar os sintomas e ajudar você a seguir com sua vida. Os especialistas no diagnóstico e tratamento da urticária crônica espontânea são os médicos alergistas e os médicos dermatologistas.

2. Mesmo após fazer uma bateria de exames, não há um agente externo causador das lesões. É o que ocorre em 2/3 dos casos de urticária crônica e, nessas situações, a urticária é chamada de espontânea.

3. Quando há uma urticária que dura seis semanas ou mais. Nestes casos, a doença pode ser classificada como urticária crônica.

4. Se você for alérgico a pelos de animais, você pode evitar cães e gatos e, mesmo que você tenha alergia ao pólen, você pode prever o problema e tomar medidas preventivas. Mas se não houver como evitar, pode ser mais desafiador alcançar uma redução dos sintomas e também pode significar que os sintomas durarão mais tempo. Alguns pacientes ficam frequentemente preocupados sobre a próxima crise, tornando difícil viver suas vidas da forma que gostariam.

5. A urticária crônica espontânea pode durar muitos anos em alguns pacientes. A doença precisa e pode ser controlada, mesmo que não apresente risco para a vida. Ela pode, de forma significativa, afetar a qualidade de vida e a rotina de quem convive com as urticas.

Se há uma suspeita de que a pessoa está com uma urticária crônica espontânea, é importante que seja feito um contato com um médico especialista para buscar o diagnóstico correto da doença. A urticária crônica, que causa coceira, urticas e inchaço foi tema de uma pesquisa recente com mais de 3,7 mil pacientes e os resultados mostram que 42% deles não estão recebendo um tratamento para a sua condição. O estudo, chamado AWARE, ainda encontrou que 83% dos pesquisados apresentam um impacto negativo na qualidade de vida. A pesquisa mostrou também, que mais da metade desses pacientes reportaram que o efeito da urticária crônica na qualidade de vida tem um impacto negativo moderado, grande ou muito grande, impedindo-os de dormir normalmente, executar suas atividades escolares, profissionais ou domésticas e manter seus relacionamentos pessoais.


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Sobre a urticária

Estima-se que cerca de 20% da população mundial já tenha sofrido com a urticária em algum momento da vida. Conhecida popularmente como uma doença de pele alérgica, a urticária pode causar problemas que vão além das lesões avermelhadas e coceira, impactando diretamente a qualidade de vida dos pacientes.

Existem diversos tipos de urticária e, ao contrário do que muitos pensam, nem sempre a urticária é uma alergia a algum fator externo, como alimentos ou substâncias que tiveram contato com a pele. As lesões de urticária duram até 24 horas no mesmo local, quando se resolvem sem deixar marcas ou cicatrizes, aparecendo, em seguida, em outras partes do corpo. Nos casos agudos, esse fenômeno ocorre por até 6 semanas. No entanto, na urticária crônica, isso persiste por mais de seis semanas, com as lesões ocorrendo praticamente todos os dias e a doença pode prolongar-se por meses ou anos. Cerca de 63-93% das urticárias crônicas são espontâneas, ou seja, acontecem sem que haja qualquer fator externo desencadeante, dificultando o diagnóstico.

Nos casos crônicos, o impacto na qualidade de vida já é considerado superior ao de doenças cardíacas e maior do que o causado por outras doenças dermatológicas como hanseníase e psoríase em placas. O tratamento é feito à base de anti-histamínicos e outros medicamentos, como os imunobiológicos, de acordo com a necessidade de cada paciente.


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