4 doenças que podem estar por trás da sua dor de garganta

Incômodo pode ser sintoma de infecções, como amigdalite, alergias e até refluxo gastroesofágico

Dificuldade para engolir ou falar, rouquidão, mau hálito, febre e dor são alguns dos sintomas da dor de garganta, problema frequente tanto em adultos quanto em crianças e que pode ter como causa diversos fatores. Abaixo, o otorrinolaringologista da Clínica Dolci em São Paulo e professor da Santa Casa de Misericórdia de São Paulo, Dr. Ricardo Landini Lutaif Dolci, explica quais são as principais.

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Amigdalite: Ocorre devido à inflamação das amígdalas, que ficam localizadas entre a boca, o nariz e a garganta e são grandes aliadas do nosso sistema imunológico. São formadas por tecido linfoide, o mesmo tecido das adenoides. Elas desenvolvem a função de produzir anticorpos para o combate aos micro-organismos causadores de doenças da mucosa respiratória e do aparelho digestório, que invadem nosso corpo pelo ar ou na alimentação.

Alergias: Podem causar dor de garganta por causa de substâncias presentes no ar que causam alergia, como ácaros, corante, poluição, pólen e também pela ingestão de algum alimento ao qual o indivíduo seja alérgico.

Refluxo gastroesofágico: Esse é um problema que pode causar inflamação da garganta devido ao retorno anormal do conteúdo ácido do estômago, podendo chegar até a região laríngea, com isso ocasionando uma irritação da mucosa respiratória e causando consequentemente esse desconforto.

Laringite: É causada geralmente por vírus ou até mesmo abuso vocal, que causa a irritação da região das vias aéreas onde ficam localizadas as cordas vocais. O problema desencadeia uma redução na sua capacidade de vibrar, levando à rouquidão, perda da voz e em alguns casos pode até ocasionar dor de garganta.

“Caso sinta algum desconforto na região por mais de uma semana evite partir para automedicação e seguir receitas caseiras milagrosas, e procure um otorrinolaringologista, para um melhor diagnóstico. E lembre-se quanto mais rápido o tratamento, menores são as chances de que a doença se agrave”, finaliza Dr. Dolci.